Após “sumir” por 33 anos, cantor Guilherme Lamounier morre no Rio – Prisma

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Cantor foi um dos mais importantes músicos pop do Brasil nos anos 70 e autor de hits como Enrosca e Seu Melhor Amigo, gravadas por Fábio Jr

Após lutar 30 anos contra doença, Guilherme Lamounier morre no Rio




Guilherme Lamounier morreu na noite de 7 de agosto na casa em que morava na Ilha do Governador, no Rio.


O cantor de 67 anos passou os últimos 14 dias internado para tratar uma pneumonia, segundo informações do jornalista Ricardo Schott, no O Dia.


Mas a luta pela vida desse importante músico do pop nacional já durava mais de três décadas. Durante o período, ele se retirou da vida pública por supostamente sofrer de esquizofrenia.


Erasmo Carlos e Fabio Jr. foram as únicas pessoas que falaram sobre o amigo em entrevistas nos últimos anos.


E deram pistas de que ele enfrentava uma doença mental debilitante que o forçou a se retirar de cena e abandonar uma prolífica carreira.


Pouco se sabe sobre cantor após esse sumiço. As informações são fragmentadas. Lamounier e a família nunca fizeram questão de falar sobre o assunto na mídia.







A última gravação foi Luz de Mim, feita ao lado de Rosana, no especial infantil da Rede Globo A Era dos Halley (1985). Desde então ele não produziu mais nada e nem foi visto.


Mas enquanto esteve ativo, Guilherme produziu uma obra que vale a pena ser conhecida. Apesar de ser difícil de encontrar e não estar completamente disponível nas plataformas de streaming, dá para encontrar parte dos LPs dele na Deezer e Spotify.


As duas músicas mais famosas de Guilherme são Enrosca e Seu Melhor Amigo, ambas eternizadas na voz de Fábio Jr.







Intitulado com o nome do cantor, o álbum gravado e lançado em 1973 e é um dos discos mais cults de Lamounier e tem como hit mais conhecido Será Que um Pus um Grilo na Sua Cabeça?, regravada pelo Kid Abelha.


Com arranjos que flertam com psicodelia e folk, o disco ainda traz as roqueiras Freedom e Cabeça Feita, a épica Mini Neila e as idílicas G.B. Em Alto Relevo e Capitão de Papel.







A versatilidade para compor e apresentar as músicas em diferentes estilos é uma prova dos recursos que o músico tinha para desenvolver a própria obra em caminhos distintos. 


O disco de 78, que inclui Seu Melhor Amigo no repertório (trilha de Feijão Maravilha), segue linha semelhante. Sandra e Serenatas Perfumadas com Jasmim (trilha de Marrom Glacê) são outras baladas inspiradas que Lamounier escreveu nesse último trabalho de estúdio e que o elevou à condição de ídolo pop do Brasil no fim dos anos 70 e início dos 80.


Depois disso, ele só viria a gravar singles e compactos. E sair de cena para sempre, não deixando explicação nenhuma, apenas uma obra ainda relevante, mas que foi esquecida completamente com o passar dos anos. 









Fonte: http://diversao.r7.com/prisma/helder-maldonado/apos-sumir-por-33-anos-cantor-guilherme-lamounier-morre-no-rio-08082018