Negociação de cortes e reformas no Hospital do Fundão estão entre prioridades de reitora da UFRJ | Rio de Janeiro

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“Nesse primeiro momento nós precisamos ir ao MEC negociar a questão do contingenciamento orçamentário e estamos confiantes de que serão sensíveis às questões da UFRJ”, destacou a nova reitora.

Entre as prioridades para driblar a falta de verba estão o fechamento de parcerias, que possam ajudar a ampliar o atendimento no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, a principal unidade de saúde da universidade.

“Não há previsão de redução no atendimento. Uma nova direção assumiu o hospital universitário há duas semanas e estamos confiantes e otimistas de que a gente vai conseguir aumentar o número de leitos”, destacou Denise.

A reitora reconheceu que o local possui problemas graves em sua infraestrutura e que precisa de obras. Atualmente o Hospital do Fundão recebe verbas do MEC, do Sistema Único de Saúde (SUS) e a universidade pretende fechar uma parceria com o governo do estado para o rastreamento de doenças neonatais e raras.

“Nesse momento, estamos necessitados de abrir leitos de CTI. O Centro de Tratamento Intensivo precisa voltar a funcionar a todo vapor para que cirurgias possam acontecer. Estas cirurgias estão acontecendo em menor número”, explicou a reitora.

Outra preocupação de Denise Pires de Carvalho é a manutenção dos trabalhos de busca nos escombros e de reconstrução no Museu Nacional, que pegou fogo no dia dois de setembro do ano passado. Com o contingenciamento de verbas do governo federal, as verbas usadas na reconstrução terão corte de R$ 11,9 milhões. A situação foi definida por ela como “dramática”.

“Infelizmente, com os contingenciamentos atuais, a previsão é que talvez o trabalho de resgate nas cinzas tenha que parar”, explicou.

Denise destacou que a UFRJ está trabalhando em um projeto de reconstrução que será apresentado ao MEC. Uma das prioridades é a manutenção da estrutura do prédio, para que a área de busca nos escombros seja preservada.

“Programas de pós-graduação de excelência foram afetados. O diretor, Alexander Kelner tem sido muito presente, inclusive em órgãos internacionais, para angariar fundos”, contou a reitora.

A nova reitora também falou sobre o projeto do programa UFRJ Presente, que conta com uma parceria entre a Polícia Militar e a Guarda Municipal para garantir a segurança do maior campus da instituição, na Ilha do Fundão.

“A Cidade Universitária se integrou à cidade do Rio de Janeiro, nós não temos nenhum tipo de controle de acesso e é uma via de passagem para a Linha Vermelha e a Ilha do Governador. A integração é benvinda, mas o problema de segurança é gravíssimo. A gente tem o mesmo problema de segurança da cidade do Rio, com a diferença de que ali, à noite, fica mais ermo”, destacou Denise.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vota, nesta terça-feira (4), um projeto de lei para revogar o tombamento da casa de shows Canecão, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Se aprovada, a proposta abre caminho para a concessão do local à iniciativa privada – a pedido da própria Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que hoje administra o espaço.

O Canecão está fechado há nove anos. O local é tombado desde 1999 e a nova reitora acredita que uma mudança na situação do local abrirá espaço para uma revitalização, feita em parceria entre a UFRJ e o BNDES.

“O tombamento desse prédio faz com que a gente não possa investir naquela área. Então é importante que esse ‘destombamento’ aconteça”, explicou Denise.





Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/06/04/negociacao-de-cortes-e-reformas-no-hospital-do-fundao-estao-entre-prioridades-de-reitora-da-ufrj.ghtml