Prefeitura do Rio cortará 190 equipes no programa Saúde da Família, diz comissão | Rio de Janeiro

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A Prefeitura do Rio vai realizar, na próxima semana, cortes no Programa Clínica da Família. O projeto beneficia 70% da população e com os cortes passaria a atender 55%.

A comissão de saúde da Câmara dos Vereadores divulgou que, pelo menos, 190 equipes do projeto deixarão de existir. Esse número ainda não foi confirmado pela prefeitura.

Ao mesmo tempo que anuncia a redução do serviço, o prefeito, em reunião com a secretária de Saúde, Ana Beatriz Busch e com a vereadora Tânia Bastos (PRB) afirmou procurar um local para instalar um centro de atendimento na Ilha do Governador, na Zona Norte da cidade.

“Desde que assumi a prefeitursa estamos fazendo estudo, tem quase dois anos, para levar equipes de saúde para as comunidades. Hoje existem, por exemplo, na Barra, 100% de cobertura. Eu moro na Península, nunca recebi a visita de um agente. Mas lá tem 100%. Agora, por que a gente na Península tem que ter 100% e não ter aqui na Muzema? Onde estamos começando semana que vem”, explicou o prefeito Marcelo Crivella.

A medida apontada pela prefeitura como economia preocupa os integrantes da comissão de saúde.

“Eu espero que não seja verdade porque cortar 190 equipes da saúde da família, mais de mil profissionais na rua, serão mais de 600 pessoas sem a cobertura que tem hoje. Achando que isso aí é que encomomiza. Isso é um absurdo”, afirmou o vereador Paulo Pinheiro (PSOL).

A crise na saúde pública da cidade do Rio atinge hospitais de norte a sul da cidade.

Médicos relatam que só 30% dos médicos estão trabalhando e que ninguém recebeu os salários de setembro. Alguns médicos relatam que não receberam também o mês de agosto.

O prefeito Marcelo Crivella culpou as organizações sociais que administram os hospitais pelo atraso no pagamento dos funcionários. O prefeito disse que as OSs deveriam ter feito reservas para, agora, ter dinheiro para quitar os salários.

“Todos os recursos previstos para as OSs estão sendo repassados. As OSs, todas, devem ter recursos aprovisionados para, nos momento de atraso, usarem os recursos aprovisionados para pagar o pessoal. O que nós estamos fazendo é alugar equipamaentos, comprar remédios de maneira generalizada para todas porque preço sai mais barato e evita atrasos. Tenho certeza que com essas medidas que estamos tomando, vamos acabar com o problema”, disse.

“O hospital é bom, a equipe é boa. O que falta é o pagamento”, explica a dona de casa Fernanda Pereira.

No CER Leblon, os médicos não podem transferir pacientes para o Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari. A unidade é administrada pela OS Viva Rio e está quase fechada.

A unidade ainda tem sete bebês que estão internados na UTI-Neonatal.

A Prefeitura do Rio disse que, diante da crise fiscal, as secretarias municipais de Saúde e Fazenda trabalham juntas para buscar os recursos necessários para realizar os pagamentos.





Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/10/26/prefeitura-do-rio-cortara-190-equipes-no-programa-saude-da-familia.ghtml