Tabajara, Baterilha, Furiosa…conheça os apelidos das baterias das escolas de samba do Grupo Especial do Rio | Carnaval 2019 no Rio de Janeiro

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“A forma de tocar alguns instrumentos ajuda a diferenciar uma das outras”, explica Pretinho da Serrinha, comentarista das transmissões dos desfiles na TV Globo.

“Cada escola tem sua batida de caixa. No caso da Mangueira, além da caixa, o surdo também é diferente de todas as outras. Salgueiro, Vila e Tijuca não usam o talabarte, aquele cinto que segura os instrumentos”, exemplifica.

Veja abaixo (na ordem dos desfiles de 2019) como são chamadas as baterias. E relembre nos vídeos momentos de cada uma delas.

Sinfônica do Samba, do Império Serrano

A Sinfônica do Samba é uma das tradicionais baterias do Rio de Janeiro e dá pulso ao Império Serrano. A Ala de Compositores da agremiação se orgulha de nomes como Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Arlindo Cruz.

Ritmistas da Império Serrano se vestiram de matuto pantaneiro em 2017

A bateria, que já ganhou 9 Estandartes de Ouro – um dos prêmios extraoficiais do carnaval do Rio de Janeiro -, tem como característica principal o toque dos agogôs.

“Em 2019 comemoro 10 anos como mestre de bateria na Império e o samba desse ano, de Gonzaguinha, está sendo o mais complexo que já fiz. É um desafio. A bateria está se adequando a uma musica que não é samba, é MPB, tem um andamento e métrica toda pra ela”, explicou Mestre Gilmar.

Rainha de Bateria: Quitéria Chagas

Considerada uma das melhores do Rio, a bateria da escola é conhecida como ‘A Sinfônica do Samba’ — Foto: G1/Alexandre DurãoConsiderada uma das melhores do Rio, a bateria da escola é conhecida como ‘A Sinfônica do Samba’ — Foto: G1/Alexandre Durão

Considerada uma das melhores do Rio, a bateria da escola é conhecida como ‘A Sinfônica do Samba’ — Foto: G1/Alexandre Durão

Furacão Vermelho e Branco, da Viradouro

A Furacão Vermelho e Branco da Viradouro vai entrar na Avenida com 280 ritmistas e será regida por Mestre Ciça, um dos mais famosos em atividade. A escola foi campeã do Grupo Especial em 1997.

Mestre de bateria relembra paradinha funk no desfile da Viradouro em 1997

Mestre de bateria relembra paradinha funk no desfile da Viradouro em 1997

Ao G1, Mestre Ciça revelou que a escola fará uma paradinha especial que vai surpreender a todos na Avenida.

“Estamos ensaiando exaustivamente há sete meses, fazendo ajustes em todos os naipes: caixa, chocalho, cuíca, tamborim. A bateria sempre tem uma novidade, teremos quatro paradinhas, e tem uma que é a grande surpresa nossa para o carnaval do Rio. Aí só posso contar na Sapucaí!”, disse entusiasmado.

Rainha de Bateria: Raissa Machado

Bateria da Viradouro representou a sabedoria africana

Bateria da Viradouro representou a sabedoria africana

Integrantes da bateria da Viradouro. — Foto: Rodrigo Gorosito/G1Integrantes da bateria da Viradouro. — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Integrantes da bateria da Viradouro. — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

A bateria da Grande Rio passou a ser conhecida como Invocada, em 2010, diante da ousadia na apresentação do grupo regido pelo Mestre Ciça. A bateria tem dois Estandartes de Ouro e dois Tamborins de Ouro – outro prêmio não oficial da folia.

Ritmistas da

Ritmistas da “Invocada” mostram a potência e esquentam os tamborins na avenida

Para o Carnaval 2019, a ala de repiques e as caixas vão ter maior destaque. Também neste ano, estreia Fabrício Machado, o Mestre Fafá, de 28 anos, à frente da Invocada.

Rainha de Bateria: Juliana Paes

A bateria da Grande Rio vem fantasiada de "Troféu Abacaxi" — Foto: Alexandre Durão/G1A bateria da Grande Rio vem fantasiada de "Troféu Abacaxi" — Foto: Alexandre Durão/G1

A bateria da Grande Rio vem fantasiada de “Troféu Abacaxi” — Foto: Alexandre Durão/G1

O ritmo salgueirense é ditado pela Furiosa, a bateria da escola, que tem Xangô como orixá padroeiro – e enredo de 2019. A Furiosa surgiu entre as décadas de 60 e 70, época em que o Mestre Bira de Xuxa, como era conhecido, comandava os ritmistas.

Bateria

Bateria “Furiosa” do Salgueiro representa a dinastia dos faraós negros

Atualmente, os irmãos Guilherme e Gustavo comandam a bateria da escola. Eles entraram no lugar de Mestre Marcão que saiu no ano passado.

Rainha de Bateria: Viviane Araújo

Viviane Araújo toca tamborim à frente da Furiosa

Viviane Araújo toca tamborim à frente da Furiosa

A bateria do Salgueiro é conhecida como ‘A furiosa’ — Foto: G1/Alexandre DurãoA bateria do Salgueiro é conhecida como ‘A furiosa’ — Foto: G1/Alexandre Durão

A bateria do Salgueiro é conhecida como ‘A furiosa’ — Foto: G1/Alexandre Durão

A bateria Soberana da Beija-Flor de Nilópolis vai entrar na Avenida com 280 ritmistas, sob comando dos mestres de bateria Plínio e Rodney. Em conversa com o G1, Rodney destacou a qualidade e a técnica do grupo.

“O grande diferencial da bateria da Beija-Flor é ser muito jovem e ter grande identificação com a escola. É muito bem definida, com repique-mor, que é o tempero especial. Há uma sustentação rítmica muito boa e convenções concretas dentro da melodia”, exaltou Mestre Rodney.

Rainha de Bateria: Raíssa de Oliveira

Bateria da Beija-Flor dá show na Sapucaí

Bateria da Beija-Flor dá show na Sapucaí

Bateria da Beija-Flor representa o colonizador espanhol

Bateria da Beija-Flor representa o colonizador espanhol

Bateria da Beija-Flor é liderada pelos mestres Plínio e Rodney — Foto: Alexandre Durão/G1Bateria da Beija-Flor é liderada pelos mestres Plínio e Rodney — Foto: Alexandre Durão/G1

Bateria da Beija-Flor é liderada pelos mestres Plínio e Rodney — Foto: Alexandre Durão/G1

Swing da Leopoldina, da Imperatriz

Bateria da Imperatriz Leopoldinense aquece no setor 1

Bateria da Imperatriz Leopoldinense aquece no setor 1

A Swing da Leopoldina terá, este ano, Luiz Alberto, o Mestre Lolo, que está na escola desde 2016, à frente da bateria. O presidente do grupo de 270 ritmistas será Jairo Ribeiro.

Conheça o segredo dos ritmistas da bateria da Imperatriz Leopoldinense

Conheça o segredo dos ritmistas da bateria da Imperatriz Leopoldinense

A ousadia nas paradinhas e manutenção da tradição rítmica da bateria da escola são os destaques da Swing da Leopoldina, na visão de André Bonatte, diretor cultural da escola.

“As características rítmicas se mantêm com um toque de modernidade, paradinhas longas, que é a versatilidade cobrada durante o desfile. Os desenhos de tamborins, de caixa da década de 1980 são mantidos, mas sem deixar a bateria ultrapassada”.

Rainha de Bateria: Flávia Lyra

As cores da Imperatriz Leopoldinense são verde, branco e dourado — Foto: Alexandre Durão/G1As cores da Imperatriz Leopoldinense são verde, branco e dourado — Foto: Alexandre Durão/G1

As cores da Imperatriz Leopoldinense são verde, branco e dourado — Foto: Alexandre Durão/G1

Pura Cadência, da Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca entra na Marquês de Sapucaí em 2019 com 272 ritmistas e 12 diretores. O mestre de bateria da escola há mais de 10 anos é o Casagrande, que comanda os ritmistas e dá a cadência ao grupo.

Bateria da Unidos da Tijuca antes do início do desfile na Sapucaí — Foto: Alexandre Durão/G1Bateria da Unidos da Tijuca antes do início do desfile na Sapucaí — Foto: Alexandre Durão/G1

Bateria da Unidos da Tijuca antes do início do desfile na Sapucaí — Foto: Alexandre Durão/G1

Na escola desde 1979 como ritmista, Mestre Casagrande tem décadas de experiência e começou a desfilar pela escola em 1980.

Rainha de Bateria: Elaine Azevedo

Unidos da Tijuca é a primeira escola a desfilar no segundo dia do grupo especial

Unidos da Tijuca é a primeira escola a desfilar no segundo dia do grupo especial

Bateria da Unidos da Tijuca representa a 'Guarda Suíça'

Bateria da Unidos da Tijuca representa a ‘Guarda Suíça’

Bateria da Unidos da Tijuca representa os agricultores

Bateria da Unidos da Tijuca representa os agricultores

Comandada pelo Mestre Caliquinho – que trabalhava ao lado de Mestre Gil – desde 2007, a bateria Fiel da São Clemente vai brilhar na Marquês de Sapucaí com 250 ritmistas.

Em conversa com o G1, Caliquinho, que é especialista em surdo de primeira e marcação, disse que os ritmistas clementianos vão mesclar tradição e modernidade na Avenida.

“Vamos voltar às origens, a tradição da paradinha de 1990 com a de 2019, com a atualidade. Vamos misturar o novo com o jeito de Tião Belo, o mais velho diretor na São Clemente agora, que me levou pra bateria da escola”, garantiu.

Ritmistas da bateria da São Clemente fazem referência ao palhaço de cara branca

Ritmistas da bateria da São Clemente fazem referência ao palhaço de cara branca

Para comandar os ritmistas ousados da Fiel, é preciso pulso firme. Caliquinho contou que os integrantes da bateria têm uma união e animação muito grandes, e isso pode acabar atrapalhando a condução do samba.

“As marcações, a pulsação de ritmo da São Clemente são fortes porque é todo mundo da comunidade. Em outras escolas não é assim. Os diretores pedem para darmos uma acalmada porque senão o pessoal anima demais. Temos que respeitar o “BPM do samba”, frisou.

Rainha de Bateria: Raphaela Gomes

Raphaela Gomes desfila a frente da bateria da São Clemente

Raphaela Gomes desfila a frente da bateria da São Clemente

Swingueira de Noel, da Vila Isabel

Membro da bateria se diverte durante desfile da Unidos de Vila Isabel — Foto: Alexandre Durão / G1Membro da bateria se diverte durante desfile da Unidos de Vila Isabel — Foto: Alexandre Durão / G1

Membro da bateria se diverte durante desfile da Unidos de Vila Isabel — Foto: Alexandre Durão / G1

A Swingueira de Noel terá a estreia do músico e percussionista Anderson Andrade, conhecido como Macaco Branco, à frente da bateria. Desde criança na escola do coração de Noel Rosa, Macaco Branco promete deixar a Vila pronta para brilhar na Avenida.

“Queremos retomar as notas 10 que a bateria não tem desde 2005. Junto aos ritmistas e diretores, tento resgatar o ritmo tradicional da Vila Isabel que se perdeu. Se Deus quiser, esse ano vamos conseguir trazer de volta a nota máxima pra Vila”, sentenciou o músico.

Ritmistas da bateria da Vila Isabel fazem referência a bandeira de Pernambuco

Ritmistas da bateria da Vila Isabel fazem referência a bandeira de Pernambuco

Ritmistas da Vila Isabel são os protetores das nossas riquezas

Ritmistas da Vila Isabel são os protetores das nossas riquezas

A Swingueira de Noel tem 275 componentes em 2019.

Rainha de Bateria: Sabrina Sato

Tabajara do Samba, da Portela

Há 13 anos como mestre de bateria, Nilo Sérgio comanda a Tabajara do Samba – bateria oficial da Portela – com um total de 280 ritmistas em 2019.

“Este ano vamos trabalhar mais as bossas com o enredo. A bateria vai fazer uma parada, e o portelense vai cantar com o repique. Vamos ter também batida afro, de camdomblé. E digo mais, vai ter surpresa na Sapucaí: a tabajara vei ter raios e trovoadas, vai ser algo inédito nas baterias”, adiantou Mestre Nilo.

Rainha de Bateria: Bianca Monteiro

Bateria da Portela anima o público antes do desfile

Bateria da Portela anima o público antes do desfile

Bateria da Portela, a Tabajara, mostra sua cadência na Sapucaí

Bateria da Portela, a Tabajara, mostra sua cadência na Sapucaí

Baterilha, da União da Ilha

A bateria da União da Ilha do Governador vai desfilar na Sapucaí com 264 ritmistas comandada pelos mestres de bateria estreantes e pratas da casa Keko Araujo e Marcelo Santos.

Bateria da Ilha vem com os cozinheiros de raros sabores

Bateria da Ilha vem com os cozinheiros de raros sabores

A dupla, que cresceu dentro da quadra da agremiação insulana, já foi da diretoria da escola e, em 2019, espera conquistar as notas 10 depois de muito ensaio e aperfeiçoamento técnico.

“Estamos dedicados aos ensaios desde abril de 2018. Mantemos o resgate da identidade da Baterilha e valorizamos os ritmistas criados na casa. Teremos uma ala com 12 triângulos e bossas dentro da linha melódica do enredo sobre o Ceará. Esse desfile vai ser muito especial ao lado da nossa rainha Gracyanne e de tantos outros amigos músicos do cenário do samba”, sentenciaram.

Rainha de Bateria: Gracyanne Barbosa

Samba da União da Ilha retrata o

Samba da União da Ilha retrata o “Brasil Bom de Boca”

Ritmistas da União da Ilha batucam no ritmo das artes marciais

Ritmistas da União da Ilha batucam no ritmo das artes marciais

SuperSom, da Paraíso do Tuiuti

Ritmistas do Tuiuti representam feitores

Ritmistas do Tuiuti representam feitores

A bateria da Paraíso do Tuiuti, com cerca de 250 integrantes, é carinhosamente apelidada de SuperSom. O Mestre Ricardinho é quem comanda a festa do repique e tamborim há 12 anos na escola.

“Com 17 anos, eu já desfilava e tocava tamborim na bateria da Unidos de Vila Isabel, e a Tuiuti era uma das escolas que eu também desfilava. Eu fortalecia a carência do tamborim na Tuiuti, levava músicos e acabei ficando amigo do mestre de bateria. Quando ele assumiu a escola, veio o convite e eu topei, mesmo receoso”.

Bateria da Paraíso do Tuiuti esbanja alegria na Sapucaí

Bateria da Paraíso do Tuiuti esbanja alegria na Sapucaí

Para Ricardinho, o empenho nos ensaios e a união do grupo é o que torna a SuperSom única. O músico se diz ansioso para a conquista do 10 dos jurados pela bateria.

“É um trabalho de anos, criamos uma identidade. As pessoas me falam ‘a bateria está na tua mão’ e isso é algo que construímos juntos com a comunidade, ensaiamos pra caramba. Vamos em busca dos 40 esse ano!”, disse, confiante.

Rainha de Bateria: Carol Marins

Detalhe da bateria da Paraíso do Tuiuti — Foto: Reprodução/TV GloboDetalhe da bateria da Paraíso do Tuiuti — Foto: Reprodução/TV Globo

Detalhe da bateria da Paraíso do Tuiuti — Foto: Reprodução/TV Globo

Tem Que Respeitar Meu Tamborim, da Mangueira

A Verde e Rosa entra na Avenida ao som da bateria Tem Que Respeitar Meu Tamborim, sob comando do Mestre Wesley Assumpção. O grupo é composto por 250 ritmistas e, para 2019, os tamborins serão destaque.

“A bateria voltou com seu andamento tradicional e com seus tamborins para frente como era antigamente. Vamos com um belíssimo trabalho para a Marquês de Sapucaí”, disse, confiante, o Mestre Wesley.

Rainha de Bateria: Evelyn Bastos

A bateria "Tem que respeitar meu tamborim", da Mangueira, é comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Vitor Art — Foto: Alexandre Durão/G1A bateria "Tem que respeitar meu tamborim", da Mangueira, é comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Vitor Art — Foto: Alexandre Durão/G1

A bateria “Tem que respeitar meu tamborim”, da Mangueira, é comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Vitor Art — Foto: Alexandre Durão/G1

Mangueira recebe o Estandarte de Ouro

Mangueira recebe o Estandarte de Ouro

Bateria da Mangueira vem como uma guarda real

Bateria da Mangueira vem como uma guarda real

Não Existe Mais Quente, da Mocidade

A bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel é composta por 264 ritmistas comandados pelo Mestre Dudu – à frente da Não Existe Mais Quente há 4 anos.

Bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel homenageia Simbad

Bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel homenageia Simbad

O trabalho da bateria para 2019 foi de manutenção do ritmo tradicional e único da escola, para que não se perdessem as peculiaridades do samba de Padre Miguel.

Rainha de Bateria: Camila Silva

Mocidade Independente de Padre Miguel leva a Índia para o carnaval carioca

Mocidade Independente de Padre Miguel leva a Índia para o carnaval carioca

Mocidade Independente de Padre Miguel — Foto: Rodrigo Gorosito/G1Mocidade Independente de Padre Miguel — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Mocidade Independente de Padre Miguel — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

*Estagiária, sob a supervisão de João Ricardo Gonçalves





Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2019/noticia/2019/02/03/conheca-os-apelidos-das-baterias-das-escolas-de-samba-do-grupo-especial-do-carnaval-do-rio.ghtml