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Peço perdão, mas vou começar com uma obviedade: se a pessoa conhece a história de um lugar, de um patrimônio, de um cidadão, o olhar altera.

A partir desse ponto, nos tornamos também contadores daqueles fatos. Nos tornamos cúmplices. Nos tornamos defensores.

Uma cidade se faz mais forte aproveitando essa valorização e essas trocas de conhecimento.

Pensando nisso, três professores de história resolveram, em um inicial momento, promover uma imersão de seus alunos na vida e na obra dos bairros onde as escolas estavam situadas.

Personagens famosos e anônimos, construções e monumentos foram trazidos para baile. Os alunos costumavam interagir com relatos colhidos dos familiares.

Wander Pinto leciona na Escola Municipal Bernardo de Vasconcellos, na Penha. Diego Knack bate ponto na Escola Municipal Anísio Teixeira, na Ilha do Governador. Roberto Antunes foi durante 18 anos professor da Escola Municipal Ceará, em Inhauma, e atualmente é coordenador de história no segundo segmento do ensino fundamental da rede pública municipal de educação.

As experiências construídas por eles nos mostram que a obviedade escrita no começo do texto é representada por exemplos cotidianos.

Nada de teoria furada. Nada de balela de colunista apaixonado pelo Rio.

Com os projetos, alunos se tornaram guias, familiares se tornaram debatedores do patrimônio material, imaterial, catalogado, não catalogado, público e, às vezes, até mesmo privado.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional precisa olhar pra isso. A área de preservação de patrimônio da Prefeitura do Rio de Janeiro precisa aproveitar esse movimento, que é genuíno e envolve comunidades. Atenção, moçada!

No dia 13 de novembro, no Museu de Arte do Rio de Janeiro, o MAR, os três mestres irão contar a história da nossa cidade e dar detalhes sobre os projetos desenvolvidos.

Respeitando hierarquia (ha-ha-ha), perguntei ao professor Roberto sobre algum personagem que será lembrado:

“Falarei da Mercedes Baptista, primeira bailarina negra a integrar o corpo do Theatro Municipal. Isso foi na década de 1940. Tem uma estátua dela na prainha. Grande mulher na luta a favor da causa negra”.

O encontro vai de 13:30 às 17:00. Inscrições? É de graça, mas tem que se inscrever. Vai ser concorrido. O e-mail é esse. historia@rioeduca.net

Nos encontramos lá!





Fonte: https://odia.ig.com.br/colunas/coisas-do-rio/2019/11/5822196-aulao-gratis-sobre-rio-de-janeiro.html