Polícia Militar investigava lucro de R$ 80 mil mensais de Guarabu com propinas pagas por PMs

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A operação da Polícia Militar que resultou na morte do traficante Fernandinho Guarabu, no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, nesta quinta-feira (27), começou com um esquema de propina.

Segundo as investigações, policiais militares pagavam “royalties” para vender botijões de gás na região. Com este esquema, de acordo com a investigação, Guarabu faturava até R$ 80 mil mensais.

A Corregedoria da corporação tentava cumprir nesta quinta-feira (27) 34 mandados de busca e apreensão na Operação Repugnare Criminis. Guarabu e quatro aliados foram mortos.

Segundo a investigação, policiais militares donos de depósitos de botijões de gás na Ilha do Governador pagavam um valor mensal ao tráfico da região. Com o pagamento, os bujões eram vendidos sem problemas e sem confrontos com traficantes.

Chefão tinha forte esquema de segurança
Fernandinho Guarabu está no comando do tráfico da Ilha há 13 anos — Foto: Divulgação Fernandinho Guarabu está no comando do tráfico da Ilha há 13 anos — Foto: Divulgação
Fernandinho Guarabu está no comando do tráfico da Ilha há 13 anos — Foto: Divulgação

A liberdade de Fernando Guarabu era garantida, segundo a polícia, com uma rede de olheiros e propinas distribuídas a policiais militares.

Guarabu e seu amigo de infância, Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil – braço direito do chefe e o segundo na hierarquia da comunidade -, expandiram seus domínios em relação ao tráfico de drogas, até a Baía de Guanabara.

Para se manter no poder, além da propina paga a PMs, Guarabu tinha olheiros espalhados pela Ilha do Governador, que tem apenas um ponto de entrada por terra: a Ponte do Galeão. Cauteloso, ele ainda colocava olheiros em lajes de residências em ruas ao redor do Dendê.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/06/27/policia-militar-investiga-lucro-de-r-80-mil-mensais-de-guarabu-com-propinas-pagas-por-pms.ghtml

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