WEBDESIGNER – Como entrar no mercado de trabalho e quanto cobrar (Freelancer )

0
349

           Uma das grandes dúvidas para quem é contratado para desenvolver um site é quanto cobrar pelo trabalho. Alguns profissionais costumam estabelecer um preço por página, mas hoje em dia esse método de cálculo está caindo em desuso.
           A maneira mais fácil é calcular quanto tempo você acha que vai demorar para montar o site. Para isso, obviamente, você já deve ter desenvolvido alguns sites, seja no curso que fez ou aprendendo sozinho com tutoriais – se ainda não desenvolveu pelo menos uma meia dúzia de sites completos, provavelmente ainda não tem conhecimento suficiente para cobrar por isso.
           Calculado o tempo aproximado, estipule um preço para esse tempo. Por exemplo, se você acha que em cinco dias trabalhando quatro horas por dia o trabalho estará feito, quanto essas vinte horas do seu tempo valem? Claro que quanto menos experiência você tem, menos vai cobrar – e quanto mais experiência tem, mais rápido vai desenvolver um site, mas vai fazê-lo melhor.
           E cuidado com os extremos – não exagere no preço, você ainda está começando, mas também não cobre qualquer “troquinho” só para conseguir o cliente: essa prática é errada e mais adiante explicarei o porquê.
           Dificilmente alguém vai te dizer quanto cobrar pelo seu site, para o seu cliente, pois ninguém consegue determinar seu grau de conhecimento, sua facilidade para desenvolver um projeto. Você é quem pode determinar melhor o quanto vale seu trabalho e seu tempo.
           Mas a vida de freelancer não é só glamour, como parece. É necessário considerar as vantagens e também as desvantagens que um profissional desse tipo pode ter.

Estágio

           Outra maneira de entrar no mercado de trabalho, que sem dúvida nenhuma vai trazer muito mais benefícios para quem está em começo de carreira, é o estágio em uma agência ou produtora de sites.
Você vai conviver com profissionais, conhecer como a área realmente funciona, e aprender dicas e truques que só o cotidiano vai te ensinar.

           Mesmo que você ainda esteja estudando, conseguirá conciliar os estudos e um estágio de meio período. Se no jornal da sua cidade não há muita opção, elabore um currículo caprichado e envie para as agências de emprego da região. Mas cuidado: a menos que o anexo seja uma exigência da empresa, envie sempre seu currículo no corpo do e-mail!

           Em algumas agências você pode fazer o cadastro por meio da internet, o que garante que seu currículo estará no banco de dados por pelo menos 6 meses. Você também pode usar sites de empregos, onde é possível pesquisar vagas e oferecer seu currículo (e alguns são grátis).
Ou ainda, você pode procurar no Google e no Twitter, por exemplo, as agências e produtoras perto de você e ver se elas têm um cadastro próprio de currículos. Observe, no entanto, que algumas empresas não têm esse cadastro porque não gostam de receber currículos por e-mail ou porque só contratam funcionários através de agências de emprego, então tome cuidado para não ser inconveniente – nesse caso é melhor não enviar seu currículo, ou enviar um e-mail antes perguntando se pode fazê-lo.
Alguns sites onde você pode procurar vagas:

Vida de freelancer

          Na maioria das profissões, arrumar um estágio e trabalhar com profissionais experientes é a melhor maneira de começar, como disse antes. Mas quando se trata da Web, isso nem sempre é possível – fora das grandes cidades, é raro encontrar produtoras de sites que aceitam estagiários, e a maioria dos escritórios é auto-suficiente: um designer, um programador (às vezes o próprio designer) e um representante comercial já são suficientes.
          Por isso, muitos profissionais optam pelo sistema freelance de trabalho: montam um pequeno escritório em casa (home office) – às vezes até dentro do próprio quarto -, não precisam se preocupar com horários e não têm que aguentar um chefe. Parece o emprego perfeito, não é? Nem tanto.
Além de não ter todos os benefícios legais que uma empresa oferece, a vida do freelancer é muito mais complicada do que parece. Enquanto em um emprego normal você tem estabilidade e consegue se programar financeiramente, trabalhando como freelancer você depende da quantidade de trabalhos que aparecem – e às vezes eles simplesmente não surgem.
          Outro inconveniente é que sai o chefe, entra o cliente. Sabe aquela frase “o cliente sempre tem razão”? Aqui ela se aplica totalmente. Se ele te pedir um site roxo de bolinhas amarelas, é aqui que você vai precisar mostrar todo o seu jogo de cintura para convencê-lo do que funciona e o que não funciona. Por isso, ter um base teórica é essencial para argumentar.
          E você sempre vai lidar com pessoas dos mais diversos tipos. Desde aquele que te procura no sábado à noite pra um trabalho até aquele que acha que você não tem mais nada pra fazer além de trabalhar 24 horas seguidas para entregar um serviço “pra amanhã”. É difícil, mas manter a educação e explicar pacientemente até onde você está disponível sempre é a melhor alternativa. Estipule um horário para trabalhar e deixe isso bem claro. Afinal, se você estivesse em uma empresa, não estaria presente fora do horário de expediente.
Também não se esqueça que agora os gastos com energia, telefone, manutenção do computador, tinta para a impressora, papel, conexão banda larga e vários outros estão por sua conta. O valor que você recebe por um trabalho nunca é líquido, você teve várias despesas. E ainda precisa pensar em um guarda-roupa apresentável para quando for visitar um cliente – pagando o transporte do próprio bolso. A coisa mais importante, financeiramente falando, é ter uma reserva para quando os trabalhos não aparecerem.
          A essa altura você pode estar se perguntando se vale mesmo à pena ser freelancer. Depende. Se você realmente não consegue se adaptar a horários fixos e não tem problemas com os altos e baixos financeiros que podem surgir, compensa. Se você prefere estabilidade e segurança, existem outras alternativas para trabalhar com Web, ainda que mais raras em algumas partes do país.
          Você também pode juntar os dois, trabalhar em um emprego comum em horário comercial e como freelancer nas horas vagas, mas dificilmente conseguirá fazer bem feito no começo da carreira. É preciso jogo de cintura, organização, e além dos clientes que só podem ser visitados em horário comercial, você ainda perderá seu tempo livre – que pode ser usado tanto para descanso como para aprendizado. Nem todo mundo está disposto a isso.

Finalizando

           Enfim, a melhor maneira de descobrir o que é melhor para você é ir tentando, experimentando. Também é uma boa dica acompanhar sites especializados, participar de eventos na área, colocar em prática o que se aprende com tutoriais ou livros e, acima de tudo, ter paixão pela área. Sucesso para você 🙂